terça-feira, 6 de agosto de 2013

E agora?




E quando achamos que temos tudo (ou quase tudo) encaminhado na vida, mas algum evento muda nosso percurso?
Como reagir? Quais providências tomar?
No primeiro momento, vejo que é necessário parar e refletir sobre como chegamos até aqui. Quais ações tomadas foram benéficas ou não para nós mesmos. Depois recomendo analisar o contexto. Quais fatores externos estão envolvidos na mudança de percurso, e como eles afetaram o mesmo?
Após realizar as duas etapas, encontramos o desafio de traçar objetivos, tomando como base a nossa avaliação pessoal e do próprio contexto.
Será que o que não funcionou anteriormente precisa ser modificado ou devemos persistir na mesma ação? Por um lado, repetir algo que não deu certo pode ser visto como teimosia, por outro, significa superação de limites.
Então devemos escolher um dos lados e seguir adiante, lembrando que a escolha mais assertiva é aquela que nos faz sentir bem, vibrar e crescer mais.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Quando achamos que esquecemos...



Depois de um razoável tempo sem escrever no blog, achei pertinente falar sobre esse tema. Imagino que esquecer algo ou alguém possa ser um tanto difícil. Durante o processo de esquecimento esbarramos com frequência em estímulos que evidenciam o que nós queremos esquecer. 


Um cheiro, uma música, um filme, um texto podem trazer à tona pedaços de nossa memória que haviam sido ocultados. É um processo descontínuo, e isso, às vezes, me irrita. Queremos seguir adiante, evoluir em nossas ideias e ações mas as recordações atrasam esse processo. Não é nada agradável iniciar um projeto novo com a sensação prévia de incapacidade.
   
Por outro lado, as lembranças nos orientam em decisões futuras. Uma tomada de decisão equivocada anteriormente pode ser evitada em uma situação semelhante em outro momento. O que não esquecemos pode ser útil também para o nosso progresso.

A verdade é que o nosso acervo de memórias faz parte do dia-a-dia. Esquecê-lo seria tolice, assim como não transformá-lo.

sábado, 29 de setembro de 2012

Quero ser Grande!


Estava revendo pela “milésima” vez o filme Quero ser grande (Big), estrelado por Tom Hanks em 1988 e lembrado até hoje por muitos adultos-uma-vez-crianças. Para aqueles que ainda não tiveram o prazer de ver esse filme, farei uma breve contextualização. Josh, personagem principal do filme, faz um pedido a uma máquina de desejos em um parque de diversões. Seu pedido: quero ser grande. Sua vontade era parecer mais maduro, pelo menos fisicamente, para uma garota de sua escola que ele gostava muito. O pedido, por sua vez, foi realizado e no dia seguinte Josh, um menino de 12 anos, transformou-se em um homem de 30 anos. Obviamente, essa mudança drástica gerou desconfortos e privilégios para o garoto. 

Voltando para a questão principal que me fez pensar nesse filme. Percebo como nós, sendo adultos, crianças e adultos-crianças, queremos, muitas vezes, “pular” fases ou momentos da vida. Tudo bem que já tenhamos vivido situações que gostaríamos de adiantar para ver o que há em seguida, na expectativa de algo melhor e mais excitante. Outras vezes, ansiosos buscamos a resposta de um problema no futuro. E como somos seres curiosos por natureza inventamos formas de adiantar o processo atual.

 

Penso até que ponto isso pode ser saudável ou prejudicial para as pessoas. Por um lado, viver conformado com o presente pode nos tornar acomodados e sem vontade de buscar algo novo. Por outro lado, a ansiedade para ver um resultado sem vivenciar o processo de tentativa e erro, talvez limite nossa visão e aprendizagem. Afinal, quantas lições aprendemos antes de chegar a algum objetivo? Creio que aprendemos muitas!

Ao voltar para a história inicial do garoto Josh, vejo que seu desejo de crescer era importante para ele, pois queria conquistar uma menina muito especial. Entretanto faltou refletir melhor sobre sua estratégia. Quem sabe, manter-se fisicamente do seu jeito e buscar ganhar mais confiança para conversar e ficar mais próximo da garota não o traria resultados mais eficazes?

Penso que a vontade de “querer ser grande” tem sua utilidade. Ela nos estimula a procurar nossos desejos, ao mesmo tempo em que aproveitamos o momento presente com a curiosidade de uma criança.

 

 

sábado, 4 de agosto de 2012

Aquele friozinho...




Em tempos de frio como esse em Brasília, acordamos, saímos da cama batendo o queixo, e trocamos de roupa em questão de segundos. Inspirei-me no frio atual para falar de outro frio, aquele friozinho que sentimos na barriga. 

Minha hipótese é de que o famoso friozinho na barriga surgiu quando a primeira criança inventou alguma traquinagem e surpresa com o resultado causado em seu corpo, começou a rir. Depois sentiu vontade de repetir a atividade em busca da mesma sensação. 

Pois bem, uma vez que somos adultos, também surpreendemos com diversas situações e sentimos o mesmo efeito daquela criança faceira. A sensação é acompanhada de um estranhamento, como se algo estivesse fugindo do nosso controle (e realmente está). Após o reconhecimento dessa sensação, passamos pela fase da apreciação, a qual pode ser lenta ou rápida.

Os motivos para o friozinho são diversos! Um presente, o resultado de uma prova, o olhar de uma pessoa desconhecida, o início ou fim de uma viagem, dirigir de carro em uma descida, andar de montanha-russa, apresentar em público e entre outros.

A parte menos observada desse efeito, também chamado de borboletas na barriga (tradução literal do inglês), é o seu fim. Após o efeito, o indivíduo aprecia um momento de satisfação e bem-estar. Em seguida, as atividades voltam ao seu curso normal, como se nada tivesse acontecido. Na verdade, suponho que apenas “fingimos” voltar para nossa rotina, mas lembramos de uma forma distante daquele friozinho gostoso de outrora.

Por exemplo, a simples lembrança do primeiro beijo pode nos suscitar aquela mesma sensação juvenil de descobrir algo novo, e nem precisamos inventar uma máquina do tempo para relembrar o que sentimos naquela época. A imaginação faz a maior parte do trabalho. Seja o friozinho real ou fantasiado, ele nos faz muito bem! Surpreende nossas vidas e nos incentiva a continuar adiante.


 

domingo, 8 de julho de 2012

Quando as coisas boas acontecem...


O que esperar e como reagir quando algo bom nos acontece? Devemos agradecer infinitamente, sentirmo-nos privilegiados, aceitar como o curso natural da vida? Estamos mais preparados para aceitar e proceder quando eventos bons não se realizam do que quando são alcançados?

Algumas perguntas que levam a refletir... 

Na minha percepção, vejo a valorização das situações difíceis que vivenciamos, enquanto momentos de bem-estar são guardados em arquivos remotos da memória. O que fazer então para realmente aproveitar um ótimo momento da vida? Vejo exemplos de amigos que apresentam pontos de vista diferentes. Enquanto, no meu modo de ver, o comum é esperar situações chatas e nada agradáveis acontecerem, uma outra maneira é ter consciência de que naturalmente teremos bons momentos e momentos não tão bons em nossas vidas, e isso é o curso natural da vida. Viver para esperar algo sofrido não é de todo mal, ao mesmo tempo, somente contar com a expectativa de dias melhores tem sua utilidade.

Cada forma de agir possui uma finalidade dentro de um contexto. Enquanto nos preparamos para eventos de grande dificuldade, estamos exercitando a capacidade de planejar e simular comportamentos de autopreservação. Do mesmo modo que vivermos com esperanças de um futuro melhor, fortalece dentro de nós uma visão menos trágica e mais tolerável de mundo.

Por fim, apresento a ideia de combinar essas duas crenças: a vida não é só feita de dores mais também não é baseada na realização constante das nossas necessidades. Então como reagir quando as coisas boas acontecem?

Minha sugestão é aproveite ao máximo e tenha consciência de que faz parte de um momento de sua vida, assim como outros que virão (bons ou não)...Vivencie e aprenda com cada um deles!


domingo, 27 de maio de 2012

Diário de bordo



Pensando em viagens, percebi que tinha uma quantidade razoável de anotações sobre fatos que me marcaram entre as chegadas e partidas. Foram essas anotações ou diários de bordo que me inquietaram a escrever esse texto.

Antes da viagem, é comum sentir aquela ansiedade pelo que aguarda do outro lado. A estadia resume na satisfação em descobrir algo novo e encontrar sensações boas e familiares. Na partida, uma inquietação pelo retorno, sem saber como todas as mudanças afetarão o seu estado inicial. E por fim, na chegada, surge um grande desejo de iniciar novos e/ou antigos projetos.

É nessa hora que as famosas resoluções pós-viagem aparecem. Cuidar melhor da saúde, focar mais nos objetivos profissionais, ousar novos projetos pessoais e etc. Todas as resoluções parecem incríveis e viáveis, até voltar para casa, para rotina, para os velhos hábitos e pensamentos.


O que fazer para que tais resoluções não sejam momentâneas? Duas sugestões para você experimentar: definir e registrar suas resoluções com metas, objetivos e prazos; e conversar sobre suas resoluções com pessoas que se sinta à vontade, pois ao mesmo tempo em que compartilha interesses, pode reforçar suas próprias idéias.

Recomendo que as inquietações provocadas pelos diários de bordo sejam mantidas, em um nível saudável, após a viagem. Uma vez que essas inquietações impulsionam a mudança e o desvio da rotina, elas também podem ser úteis no momento em que esquecemos das nossas listas de desejos.

sábado, 28 de abril de 2012

O lado Loser


Todos nós temos um lado loser (perdedor) dentro nós, podendo ser atuante ou não em nossas vidas. Imagine situações embaraçosas que você já vivenciou ou até mesmo que observou outras pessoas passarem. Não é nada fácil relembrar e sentir novamente vergonha de si mesmo ou da pessoa que sofreu tal situação.  Por outro lado, penso que nosso lado loser pode criar uma oportunidade para descontrair e rir de nós mesmos. É nessas horas que o humor e uma perspectiva menos rígida da vida entra em ação para salvar as “vítimas”. 

Uso a expressão “vítimas” para ressaltar o papel que muitos de nós apresentamos em nossas vidas. O papel de vítima combinado com o lado loser nos faz sentir indefesos e incapazes de mudar algo que nos incomoda. Em contrapartida, o bom humor acompanhado do lado loser nos permite rir e debochar diante de imprevistos e procurar saídas.


 Então, o bom uso do lado loser pode colaborar para o bem-estar das pessoas? Sim, é uma hipótese que estou levantando agora. Sem procurar aprofundar em dados mais consistentes, posso dar exemplos fictícios e reais que reforçam essa hipótese. São retratados com frequência em seriados de televisão, personagens tipicamente losers que utilizam seus atributos ou situações pouco favoráveis para seu benefício. Por exemplo, os personagens a seguir: Betty Suarez do seriado Ugly Betty, o grupo de coral do seriado Glee,  e a turma de amigos do seriado Os Buchas.

Quanto aos exemplos reais poderia relembrar da minha fase não tão popular na adolescência ou da adolescência de meus irmãos e amigos. Resumindo, são exemplos quase todas as pessoas que conheço e que já viveram algum momento nebuloso e hoje levam a vida de uma forma mais leve, sendo menos críticos consigo.  Alguma semelhança com a sua vida?  Caso a resposta seja positiva: bem-vindo, loser! O importante é perder com bom humor e ganhar também, é claro!